Taxa de desemprego no Brasil cai para 5,6% em 2025, o menor nível da série registrada pelo IBGE
31/01/2026
(Foto: Reprodução) Taxa de desemprego cai para 5,6% em 2025, menor nível da série histórica do IBGE
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% em 2025, o menor nível da série registrada pelo IBGE.
Jennifer de Souza trabalha há quatro meses como recepcionista em uma clínica de estética no Rio.
"É uma realização trabalhar com carteira assinada. Consegui, agora o nosso plano é sair do aluguel”, conta.
A rede de clínicas dobrou de tamanho em 2025, o que se refletiu no aumento das contratações.
"Isso também impulsionado, obviamente, pelo mercado de saúde, beleza e bem-estar. Então, a gente dobrou o número de funcionários”, conta o empresário André Rautt.
O setor de serviços - que inclui atividades como comércios, bares e restaurantes, saúde, educação - foi o que mais contratou em 2025, ajudando o país a terminar 2025 com uma taxa média de desemprego de 5,6%. É o menor índice desde 2012, quando começou a série histórica do IBGE. Em 2025, o Brasil teve 6,2 milhões de brasileiros em busca de uma vaga, 1 milhão a menos do que em 2024.
"O que a gente vê é que o mercado de trabalho está realmente muito aquecido. A gente vem tendo crescimentos econômicos já há alguns anos. Então, todo esse cenário favorável da economia acaba rebatendo também no mercado de trabalho. Especialmente quando a gente olha para 2025, o primeiro semestre foi de uma economia mais forte, e isso acaba refletindo no mercado de trabalho”, afirma Rodolpho Tobler, economista FGV IBRE.
Em 2025, a população ocupada, que abrange tanto empregos formais quanto o mercado informal, foi recorde: 103 milhões de pessoas. A renda média mensal dos trabalhadores cresceu 5,7%, para R$ 3.560 – maior valor da série histórica. O número de empregados do setor privado com carteira assinada avançou 2,8%, enquanto o total de trabalhadores informais recuou 0,8% em 2025.
Taxa de desemprego no Brasil cai para 5,6% em 2025, o menor nível da série registrada pelo IBGE
Jornal Nacional/ Reprodução
Mas, segundo economistas, há sinais de desaceleração na oferta de vagas com carteira assinada. Na quinta-feira (29), o Ministério do Trabalho divulgou os números do Caged, que monitora apenas o mercado formal e usa metodologia diferente do IBGE. Em 2025, a abertura dessas vagas foi a menor dos últimos cinco anos.
O economista Rodolpho Tobler diz que o contingente de trabalhadores informais ainda é grande - 37% do mercado de trabalho - e que é preciso investir em tecnologia e qualificação da mão de obra para aumentar a produtividade - estagnada no Brasil:
"Quando a gente olha a produtividade do brasileiro ali estagnada, é muito porque a nossa estrutura produtiva do país, ou seja, as atividades que têm maior crescimento são aquelas que não geram tanta renda. Então, a gente tem desafios estruturais nisso. Ou seja, informalidade elevada também é uma barreira. Então, reduzir esse número de informalidade é muito importante para que a gente não só melhore o número de pessoas trabalhando, mas também cresça na questão da qualidade do mercado de trabalho”.
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