Encontrado morto em vala: o que se sabe sobre o assassinato do empresário de Pilar do Sul
10/03/2026
(Foto: Reprodução) Polícia prende suspeito de matar empresário em Pilar do Sul
A Polícia Civil prendeu, no domingo (8), o caseiro da fazenda do empresário Gervasio Tadao Nagahama, de 45 anos, que foi encontrado morto em Pilar do Sul (SP), na quinta-feira (5), após seis dias desaparecido.
O caso é investigado pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba (SP). Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (9), o delegado responsável pelo inquérito, Rodrigo Ayres, informou que o suspeito, Giovani Gomes de Souza, de 26 anos, foi indiciado por homicídio.
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Abaixo, o g1 traz o que se sabe sobre o caso e o que ainda falta esclarecer:
Quando Gervasio desapareceu?
Encontro do carro do empresário
Quando e onde o corpo foi encontrado?
Comoção nas redes sociais
Quebra de sigilo telefônico e imagens de câmeras
Pedido de prisão do caseiro
Qual a linha de investigação?
1. Quando Gervasio desapareceu?
O empresário fez contato com a família pela última vez em 27 de fevereiro. Ele teria saído de casa dizendo que iria para uma reunião de negócios. Segundo o delegado responsável pelo caso, o desaparecimento foi registrado pela família na polícia em 1º de março, dois dias após o sumiço.
Empresário de Pilar do Sul (SP) é encontrado morto seis dias após desaparecer
Arquivo pessoal
2. Encontro do carro do empresário
Ainda no dia 1º de março, o carro de Gervasio foi encontrado carbonizado na Estrada Rafael Francisco de Morais, na zona rural de Pilar do Sul, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Foi a partir disso que a investigação do caso se iniciou.
3. Quando e onde o corpo foi encontrado?
Gervasio foi encontrado morto no dia 5 de março. A princípio, a Polícia Civil divulgou que os restos mortais foram encontrados em uma área rural de Pilar do Sul, mas não deu detalhes sobre o local onde o corpo foi achado.
De acordo com o delegado, o corpo passou por perícia para confirmar a identidade da vítima.
"Iniciamos as primeiras digilências, já ouvimos a família, várias outras pessoas. E, na data de hoje, atráves de algumas informações e depoimentos, foi possível localizar os restos mortais que, provavelmente, seriam do Gervasio. A gente precisa de laudos técnicos para confirmar isso. São fortes os indícios de que ele tenha sido morto e que esse corpo localizado seria do Gervasio", relatou o delegado.
4. Comoção nas redes sociais
Após a confirmação da morte, familiares, amigos e comércios publicaram homenagens nas redes sociais. O perfil da agência de viagens fundada por Gervasio postou uma nota lamentando a morte do empresário.
"Sua história, seus valores e o legado que construiu continuarão vivos em cada passo da nossa jornada. Seguiremos honrando sua memória com gratidão, respeito e compromisso de continuar aquilo que ele iniciou com tanto amor", declararam.
Agência de viagens fundada por Gervasio lamenta morte do homem em publicação feita nas redes sociais na quinta-feira (5)
Reprodução/Redes sociais
5. Quebra de sigilo telefônico e imagens de câmeras
A Polícia Civil pediu a quebra de sigilo telefônico e buscou câmeras de segurança próximas ao local onde o corpo do empresário foi encontrado.
Segundo o delegado, a polícia também aguarda os laudos da perícia e do Instituto Médico Legal (IML), que devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.
6. Pedido de prisão do caseiro
O pedido de prisão temporária de Giovani Gomes de Souza, de 26 anos, principal suspeito do crime, foi solicitado na sexta-feira (6), um dia após o corpo ser encontrado. Ele trabalhava na fazenda do empresário como caseiro.
No sábado (7), a Justiça expediu o mandado de prisão. No domingo (8), Giovani foi localizado e preso pela Polícia Civil.
De acordo com o delegado, o suspeito passou por audiência de custódia na segunda-feira (9) e permanece preso temporariamente.
Caseiro de empresário que teve corpo enterrado em vala na zona rural é preso
7. Qual a linha de investigação?
Na segunda-feira, durante coletiva de imprensa, o delegado Rodrigo Ayres deu mais detalhes sobre a investigação.
Segundo a polícia, o caseiro teria cometido o crime por causa de dívidas relacionadas a jogos de aposta. Giovani trabalhava e morava na fazenda de Gervasio e, conforme apurado, teria vendido 1,5 mil caixas de cereais sem autorização do empresário.
As investigações indicam que, com a venda da carga, o caseiro teria obtido cerca de R$ 10 mil. Ao descobrir a negociação, Gervasio teria exigido a devolução do dinheiro e avisado que registraria um boletim de ocorrência caso o valor não fosse devolvido.
"Essas caixas ele teria revendido pelo valor de R$ 10 mil. E em seguida, a vítima veio a descobrir esse furto e passou a cobrá-lo, dizendo quem se ele não devolvesse pelo menos em dinheiro, não o reembolsasse, ele iria denunciá-lo à polícia. Em razão disso, ele teria chamado a vítima, exatamente para aquela propriedade onde ele trabalhava, e, naquele local, a teria matado", esclareceu o delegado.
De acordo com o delegado, o empresário foi enforcado até a morte após cair em uma emboscada.
Ainda conforme a polícia, o corpo de Gervasio foi enterrado em uma vala de cerca de cinco metros de profundidade, aberta por Giovani com o auxílio de uma retroescavadeira, em um sítio pertencente à vítima.
Após o crime, o suspeito fugiu com o carro do empresário, que, posteriormente, foi encontrado carbonizado em uma estrada rural, explicou o delegado.
Corpo do empresário foi encontrado em vala na zona rural de Pilar do Sul (SP)
Polícia Civil/Divulgação
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